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sexta-feira, 28 de junho de 2013

O primeiro passeio com a escola

No início do mês o Theo fez seu primeiro passeio com a escola, só com a escola e seus coleguinhas, nada de pai nem mãe. Como contei aqui antes, só de ler a circular já comecei a chorar. Mas achamos que seria importante pra ele e decidimos autorizar.
Animado para o passeio

Brincando com o amigo Gabriel

Ele estava super ansioso e não falava em outra coisa. E eu com o coração na mão vendo a empolgação das crianças ao entrarem no ônibus. Para a maioria delas, assim como para o Theo, acho que a maior alegria era mais andar de ônibus do que a visita à fazendinha em si. Ele estava achando engraçada aquela farra toda!

Eles organizaram a saída por turma, começando pelas crianças maiores. A turma do Theo foi a última e eu não me aguentava de tanta ansiedade. E eu ainda tinha uma preocupação a mais: o desfralde do Theo. Mas no final deu tudo certo.

Subiu no ônibus que parecia até gente grande!


 Depois ficou achando graça lá de dentro e me dando tchau. E eu com os olhos cheios d'água do lado de fora.

Curioso com tanta gente!

O Theo foi ao lado da professora no ônibus, porque eles não aceitaram que os pais levassem as cadeirinhas (absurdo!) e eu quase desisti de permitir. Fiquei impressionada como ninguém se preocupou com isso. Eu fui a única mãe que levantou esta questão, incrível. Depois de muito pensar, e com o apoio do Luiz, acabamos deixando o Theo ir. Afinal, a esta altura imagina a frustração dele, né? E a nossa também...

Fiquei na calçada com o coração apertado e com a florzinha que ele me deu.



Ele voltou do passeio falando que viu a Emília (teve peça do Sítio do Pica-pau amarelo), que viu um monte de bichos e adorou. Quando me viu na escola era só felicidade, estava até eufórico. Ficou vários dias falando do tal passeio e contando tudo que viu lá. Fiquei super feliz!

terça-feira, 4 de junho de 2013

O dia em que uma circular me fez chorar

Há umas duas semanas chegou uma circular da creche do Theo que me fez chorar. Não, o Theo não estava sendo advertido nem suspenso, mas a circular dizia essencialmente assim: "ei, seu filho está crescendo, é hora de começar a soltar as primeiras amarras".

Ou seja, chegou a hora do primeiro passeio do Theo com a turminha da escola. Putz, quando li aquilo comecei a chorar. E mesmo com os olhos embaçados, li e reli, e li mais uma vez pra ter certeza. Pensei: será mesmo? Mas ele tem apenas dois anos...

Luiz estava dando banho no Theo e eu corri pra contar a novidade. Nossa primeira reação foi não deixar, mas depois pensando e analisando friamente, por quê não? Eu ADORAVA fazer esses passeios na época de escola, até viagem eu já fiz, eles são super importantes para as crianças saírem do confinamento escolar, explorar um mundo novo, mas...

... mas ele só tem 2 anos. Bom, se a escola está se propondo a isso, ela sabe o que faz. É uma relação de confiança e, afinal de contas, eles já fazem isso há anos. Antes do sim oficial, tirei todas as nossas dúvidas com a pedagoga da escola, fiz mil perguntas, e ela me tranquilizou.

Eles vão visitar uma fazendinha e participar de um projeto interessante (que eu ainda não descobri qual é), e vai ter teatrinho com a turma do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Quando eu pergunto se o Theo vai passear com a escola ele diz que vai ver o cavalinho, o macaquinho, e ontem ele disse assim: "A Bella vai"... hahaha, é uma amiguinha da salinha dele, que fofo.

Imaginem a farra... o Theo vai andar de ônibus escolar, jogar bolinha de papel no motorista, coisa que ele tava louco pra fazer e até já tinha me pedido (mas acabamos antecipando e 'realizando esse sonho' no passeio do último domingo).

Enfim, passeio pago, canhoto assinado... e coração apertado!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Relato de uma quase-tragédia anunciada


Originalmente esse post é do meu blog de viagens e passeios em família - o Cariocando por aí... - mas achei muito importante compartilhar este texto aqui e alertar a todas as famílias do perigo de um aparentemente inofensivo passeio de final de semana

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* Esse era para ser um post com dicas legais de um passeio com crianças, 
mas vai ser um relato triste que também pode servir como um alerta *
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No último sábado resolvemos passear na pracinha Xavier de Brito, na Tijuca. Essa foi a praça da minha infância, onde eu adorava brincar e correr, onde eu aprendi a andar de bicicleta sem rodinha e até caí dentro do chafariz. Tenho as melhores lembranças dessa praça e agora, como mãe, morria de vontade de levar meu filho lá e apresentá-lo a esse lugar cheio de histórias boas e recordações.

A pracinha
Na década de 1980, a pracinha Xavier de Brito estava para a Tijuca e para a Zona Norte do Rio assim como o Tivoli Park estava para a Lagoa e a Zona Sul. Era um lugar disputado e movimentado nos finais de semana, ponto de encontro das crianças da minha época. Cabritinhos, cavalinhos e pôneis, brinquedos e muito espaço para andar de bicicleta e brincar.

Nesta praça, nos finais de semana e feriados, é possível encontrar charretes, cavalos e pôneis para alugar e passear em seu entorno. Meu filho, que tem 2 anos e 2 meses é louco por cavalos e achamos que seria legal, divertido e inofensivo alugar um pônei para fazer o passeio, e assim fizemos. 

Só que tem coisas que a gente não observa e nem vê maldade até que algo ruim aconteça. Até talvez pelo calor da minha emoção, de voltar a um lugar que fez parte da minha infância com muito carinho... difícil explicar.

O que aconteceu
Alugamos o pônei e começamos a dar a volta na pracinha. Meu marido de um lado, segurando nosso filho, e eu do outro lado, apoiando e fotografando. Na condução do animal, uma criança. Isso mesmo, uma criança. Achamos estranho quando vimos, mas é aquela coisa: ah... pônei é tranquilo, e além do mais estamos aqui do lado. Gente, realmente não vimos maldade na coisa.

De repente, vem uma outra criança atrás, conduzindo um outro pônei com uma outra criança em cima do animal e seu pai ao lado. Só que esse outro pônei esbarrou no meu marido, e possivelmente se assustou. Com o susto, reagiu: deu dois coices violentos no meu marido, um na altura do peito e outro nos dois joelhos. Ele caiu no chão e o pônei onde estava nosso filho se assustou também e correu. Nosso filho ficou pendurado por um dos pés até que caiu com a barriga para baixo e não bateu a cabeça. Felizmente, ele teve apenas umas escoriações em uma das mãos e na barriga. Quando vi a cena gritei assustada, com medo do pônei pisar nele.


A criança que conduzia o animal ficou tão assustada que não soube como proceder. Talvez se fosse um adulto, se preocuparia em segurar nosso filho.

Depois da queda
Tivemos muita, muita sorte mesmo. No momento da queda, havia uma ambulância do SAMU fazendo um atendimento na mesma praça. Após os procedimentos, as duas enfermeiras prontamente vieram nos ajudar e logo chamaram outra ambulância para nos atender. Meu marido foi o mais prejudicado: seus dois joelhos incharam muito e rapidamente, e sua pressão começou a cair. Se não fosse o rápido socorro, certamente desmaiaria. Também tivemos pessoas de bem que nos ajudaram com água e gelo, e uma dessas pessoas me disse que esse problema é frequente naquela praça, que não existe nenhuma fiscalização e inclusive é assunto rotineiro em jornais de bairro.


Depois do atendimento na praça, partimos para a emergência do Quinta D'Or, um dos hospitais mais próximos e conveniados do nosso plano, e que também atendia pediatria. Os bombeiros que chegaram depois para nos ajudar informaram que nenhum dos hospitais para onde eles poderiam levar meu marido tinha ortopedista disponível - um absurdo.

E embora nosso filho só tenha sofrido arranhões, foi uma queda e era preciso avaliá-lo. Graças a Deus meu marido não teve fraturas, mas não pode sequer pisar no chão. 

Filhote com a mãozinha machucada e sorrindo

Foi um susto enorme e um alívio hoje ao olhar pra trás e ver como tivemos sorte e pessoas de bem para nos ajudar.

A lição
Não existe animal dócil, animal bonzinho e tranquilo, nem mesmo um pônei que parece delicado e inofensivo. Animais são animais, e são sempre imprevisíveis. E esses bichos de praças e parques muitas vezes apanham muito e se alimentam mal, e toda essa falta de cuidado (e fiscalização) pode acabar resultando em uma tragédia para quem quer apenas se divertir.

Por isso eu resolvi publicar esse relato aqui, para que sirva de alerta para todos os pais e também adultos que gostam desse tipo de passeio. Tenham cuidado redobrado e muita atenção, pois esse desfecho poderia ter sido muito pior.

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Só para registrar: esse blog é um espaço democrático. Ninguém tem a obrigação de concordar e aceitar tudo o que escrevo aqui. Mas a partir do momento que uma pessoa resolve escrever um comentário, concordando ou não, ela tem que ter coragem o suficiente para assumir o seu ponto de vista e colocar o seu nome. Portanto, como o blog é meu, aqui somente serão aceitos comentários identificados. Comentários anônimos não serão aceitos.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Um dia na fazenda e a felicidade das pequenas coisas

Aqui no Rio (e em SP também) tem uma fazendinha muito legal, onde pagamos para passar o dia em contato com a natureza e vários animais. Há tempos eu queria levar o Theo lá, mas achava que ele não tinha idade suficiente para aproveitar o passeio. Tentamos ir em uma outra fazendinha em Natal mas lá era mais voltado para eventos, e nos dias que eles abriam ao público a gente nunca conseguia ir.

Aí nós voltamos para o Rio e eu recebi uma promoção desses sites de compras coletivas com ingresso por menos da metade do preço. Resolvi arriscar e na primeira oportunidade, partimos!

Assim que entramos e o Theo viu todo aquele espaço, ele ficou doido. Quando começou a ver os primeiros animais então, era só alegria! Seus olhos pareciam nos agradecer a todo momento por aquele passeio, foi muito gratificante e eu já até comprei ingressos para levá-lo novamente.

Difícil foi domar a ferinha... ele não queria parar quieto um minuto, mal almoçou.


Theo deu comida para os coelhinhos...

Andou a cavalo junto com a Mamãe e o Papai...


Viu os porcos sendo alimentados...

Foi um dia muito especial!!


E para quem quiser saber mais detalhes, dicas da Fazendinha e de como foi todo o nosso dia por lá, passa lá no Cariocando por Aí que tem um post completinho! É só clicar aqui.



terça-feira, 24 de abril de 2012

O carrinho que mudou as nossas vidas

O título pode até parecer exagero, mas eu juro que não é. Desde que chegamos a Natal que nossos passeios com carrinho eram um desafio à parte. Chegava a ser mais cansativo e estressante do que prazeroso, mesmo com todo visual belíssimo de Ponta Negra, bairro que moramos assim que chegamos por aqui.

Depois nos mudamos para outro bairro e a coisa piorou. Ao nosso redor APENAS ruas de paralelepípedo e ia ficando cada vez mais chato levar o Theo para passear. O carrinho dele estava quase quebrando, chegava a balançar.

Aí a gente se mudou de novo, e sair com o Theo à tarde para passear virou rotina (ele ainda não havia entrado na creche). Ufa, ruas asfaltadas eram maioria, as raríssimas calçadas apareceram, mas além de mais alguns trechos de paralelepípedos, novos desafios surgiram. Vejam as fotos do que encontrávamos pelo caminho:

Postes no meio da calçada
Pracinha perto da nossa casa. Vejam o estado!


Observem a diferença de altura entre uma calçada e outra


Mais calçada!


Plantas sem poda invadindo a calçada e atrapalhando a passagem dos pedestres



Nessas horas eu só pensava nos deficientes físicos. Porque eu estava ali para conduzir o carrinho para o Theo, para ajudar, e quem está sozinho e tem que se virar? Um absurdo e completo descaso.

Aí em uma das minhas idas ao Rio no ano passado eu me apaixonei por um carrinho com roda de bicicleta, com freio e até suspensão. E a Bisa Lélia acabou dando esse carrinho de presente para o Theo. Para o Theo e para mim. Salve a Bisa, minha amada vózinha!

Ele é um pouco trambolhento, mais pesado do que o outro, mas valeu muito a pena no nosso caso. Nossos passeios ficaram muito mais leves (apesar de grande, é leve para conduzir) e já fizemos até trilha com ele. O marca do carrinho é Bébé Confort e o modelo é o High Trek.

A grande vantagem para nós é que, como ele é da mesma marca que o carrinho guarda-chuva e o bebê conforto do Theo, podemos tirar o assento dele e encaixar o bebê conforto nele. O Theo nem o usa mais (já trocamos pela cadeirinha), mas pode ser útil para o segundinho, quem sabe?



Cliquem aqui para ver a trilha que fizemos com esse carrinho em Pipa - Rio Grande do Norte.

E mais! O assento do carrinho teve um problema na alavanca que muda a posição do encosto (são três posições). Entrei em contato com a empresa e, acreditem, eles me mandaram outro assento. Quem quiser o assento antigo, estou doando, é só pagar o frete. Pode servir como cadeirinha! ;)

Fica a dica para quem estiver procurando carrinhos desse tipo!
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