sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Despedida da creche em Natal e a nova adaptação

A despedida da creche em Natal foi muito emocionante. Theo ficou lá até o dia de embarcarmos para o Rio, pois assim teríamos tranquilidade para arrumar as coisas com calma e sem sacrificá-lo.

Um dia antes levei chocolates para as tias e funcionárias que tiveram mais contato com o Theo, uma forma simples e carinhosa de agradecer pela paciência e pela forma com que nos receberam. A creche de Natal é pequena, tipo aquelas de bairro, e o relacionamento com todos é muito próximo. Os diretores nos permitem um diálogo franco e fácil, o que conforta qualquer pai e mãe, principalmente os de primeira viagem, onde tudo é novidade.

As tias também eram muito bacanas, todas bem pacientes e carinhosas com o Theo. Ali todos conheciam ele, brincavam com ele, sabiam seu nome... ele não era mais um na multidão. A adaptação foi um momento muito difícil, pois pela primeira vez nós dois nos separaríamos por mais tempo.

Tudo correu bem, depois de alguns meses o Theo mudou de turma e conheceu novos amiguinhos e novas tias. Tive a minha primeira festinha de Dia das Mães e o Theo participou de uma festa junina linda, que eu tenho certeza que nenhum outro colégio conseguirá fazer igual. Festa da terra, com tudo a que tinha direito.

Ninguém acreditava muito que ele ia embora. A tia da limpeza (ai, como ela chamava meu Deus??) ficou com lágrimas nos olhos quando expliquei pra ela por que íamos embora. A gente se sentia muito acolhido ali.

Na despedida, muitas lágrimas e um presente muito especial. Ali tive certeza absoluta do quanto meu filho era querido por todos. Ele também ganhou uma blusinha linda e um cartão das tias, mas o outro presente não tem dinheiro que pague. Foi emocionante recebê-lo e eu fui embora com um aperto no coração e lágrimas nos olhos.

Theo ganhou um "livro" confeccionado por seus amiguinhos com ajuda das tias, onde havia muitas fotos dos momentos dele na creche, além das mãozinhas de cada amiguinho e mensagens carinhosas. Gente, que coisa mais linda! Vou guardar pra sempre essa lembrança, foi muito especial. E eu, manteiga que sou, sempre choro quando leio. Outro dia, já aqui no Rio, peguei o livrinho e mostrei para o Theo (para que ele não esqueça). Ele olhou e ficou meio surpreso, como quem diz: "ei, conheço esse pessoal! Cadê eles?" Fiquei impressionada.



As fotos do último dia não ficaram tão boas porque, além da pressa para chegar ao aeoroporto, Theo parecia estar sentindo a despedida. Estava impaciente e saiu chorando nas fotos.

Theo e seus amiguinhos, no último dia

Tia Rita, o caso de amor do Theo
A nova creche
Theo já está na nova creche, finalizando a adaptação com êxito, felizmente. Foram praticamente duas semanas de adaptação. Lá é bem diferente da outra creche, tratamento mais frio e distante, mais crianças... Não pude ficar na sala com ele em nenhum momento, e logo no primeiro dia a tia (que lá chamam de 'prô') tentou tirá-lo do meu colo. Putz, primeiro dia de aula, o Theo nunca tinha visto a mulher e ela tenta arrancá-lo dos meus braços??? Choro certo. Aí a prô perguntou se eu queria levá-lo até a salinha. Eu aceitei e a dona da creche quase me expulsou perguntando o que eu estava fazendo ali. Nesse nível.

Não é a creche dos sonhos, o tratamento dos sonhos, a acolhida e facilidade de diálogo que tínhamos em Natal, mas era a creche mais próxima de casa (dá para ir à pé - coisa rara no Rio) e a que dava para pagar apresentou o melhor preço, pois tudo era muito absurdo, tipo filho de político, sabe? Mas depois de duas semanas, posso dizer que estou começando a gostar. É uma relação de confiança que será construída aos poucos.

O Theo ainda chora quando chega. Às vezes olha para a funcionária da secretaria (a mais gente boa, coitada) e abre o berreiro. Mas depois que vira as costas para de chorar e esquece da gente. Também estamos tentando mudar nossa postura na hora que o deixamos - nada de muitos beijos, abraços e culpa, pois isso só vinha atrapalhando. E agora tem melhorado, a cada dia percebemos isso.

E assim seguimos nossa vida, agora em solo carioca.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Natal: uma experiência que marcou nossas vidas

Depois de pouco mais de 1 ano morando em Natal, voltamos para casa. O início na nova cidade foi muito difícil, mas depois soubemos aproveitar bem, passeamos e curtimos bastante... tanto tanto que surgiu a necessidade e a vontade de compartilhar nossas descobertas por lá, nascendo então o meu blog de viagens Cariocando por Aí.

O Theo se adaptou super bem à cidade. Quando chegamos ele era uma verdadeira bolinha de carne, aos 5 meses de vida.

Primeiro café da manhã, com 5 meses

Despedida na padaria, com 1 ano e 6 meses

Aprendeu a sentar, descobriu os pés, começou a engatinhar, a fazer um monte de besteira, não sabia o que era roupa e vivia de fralda, começou a andar, fez 1 aninho, entrou para a creche, fez novos amigos, brincou, se divertiu, teve sua primeira paixão - a tia Rita da creche (affff), viajou pra caramba, fez mais um pouquinho de besteira, falou suas primeiras palavras, sentiu muito a ausência do Papai e dos familiares mais próximos, curtiu muito cada visita da Vovozela e da Bisa com muita bagunça, passou a acordar às 05h da manhã (e eu e Papai passamos a assistir a Missa do Galo, Globo Rural, Pequenas Empresas Grandes Negócios... e por aí vai), passou da mamadeira para o copo de treinamento, quebrou um dente... enfim, parágrafos e mais parágrafos de orgulho, alegria, um pouco de cansaço, muita evolução e desenvolvimento.


Aquário Natal - um dos nossos primeiros passeios

Theo nunca soube o que era um casaco, e quando comecei a comprar algumas roupas de frio para trazer para o Rio, ele estranhava a manga comprida. Ele se apaixonou por arroz de leite com paçoca de carne de sol, e era sempre um dos pratos que ele repetia na creche. Curtiu a tapioca, o cuscuz de milho e se viciou em bolo caseiro, coisa farta na cidade.

A ida dele para a creche foi, sem dúvida, o momento mais marcante. Pela primeira vez nos separamos por algumas horas, mas foi um momento muito importante de crescimento e amadurecimento para nós dois, e passamos a ter qualidade de tempo, em vez de quantidade. Chegou a mudar de turma, para uma de crianças mais danadinhas crescidas, e aí estranhou um pouco. Chorava e não queria sair do meu colo. Bastava aparecer a tia Rita, seu caso de amor da primeira turminha, e ele logo se jogava para os braços dela. Às vezes me dava até tchau, para a minha tristeza! rs

Vamos sentir saudades do vento fresco constante, da sensação de estar de férias o tempo todo, do calorzinho, dos restaurantes, dos lugares lindos que conhecemos, da creche querida e das pessoas que lá ficaram, dos amigos que fizemos.


Um dia voltamos. Quem sabe, né?


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Eu sempre quis fazer isso!

E a cara de surpresa e felicidade do Theo foi a melhor recompensa! Recompensa do medo de quebrar o berço! kkkkkk

A cara do Papai  foi ótima também!! Não entendeu nada!


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